sábado, 1 de agosto de 2020

#Crítica: A Vastidão da Noite


Olá pessoal, bem vindos ao Crítica, um quadro aqui no blog em que eu vou dar a minha opinião, fazer Análises de filmes que eu assisto. E para começar este projeto eu escolhi o filme A Vastidão da Noite, um longa lançado pelos serviços streaming, e mais um dos grandes acertos da Amazon Prime e faz jus a tudo o que e falado sobre na internet.

O filme tem 1 hora e 31 minutos, e é dirigido por  Andrew Patterson, um longa de baixo orçamento, custando cerca de 700 mil dólares e que ganhou voz na quarentena. Na vastidão da noite é um clássico exemplo de filme minimalista que prova por A+B que o grande chamar de um filme e como a história e contada.

O filme e ambientado na década de 1950, no augue da Guerra Fria e em plena corrida espacial entre Estados Unidos e União Soviética, mais propriamente dito no Sul dos Estados Unidos, e gira em torno de dois jovens e uma rádio.

Trailer

Este e o primeiro filme do diretor Andrew Patterson, e eu já coloco ele como um dos diretores promissores, visto que o que ele faz com um orçamento baixíssimo e inacreditável. 

O inicio do filme já é nostálgico e já trás a informação que o filme não será em nada convencional, sendo que ele inicia com uma TV antiga, um modelo antigo que inicia com um filme típico dos anos 50, estabelecendo uma dinâmica social entre as pessoas da cidade, dinâmica essa que é construída para ser destruída no decorrer do longa.

Depois somos levados a conhecer dois jovens, Everett e Fay, interpretados por Jake Horowitz e Sierra McCormick, atores que tem uma atuação maestral, inclusive na construção da paranoia de uma suposta invasão alienígena ou soviética.

Sierra McCormick

Jake Horowitz      



Como radialistas, o casal recebe relatos e ouve relatos de pessoas que tiveram contatos com inteligências extraterrestres. E com o passar do tempo vemos a construção de uma ambientação, de uma aura de medo e dúvida sobre o que esta acontecendo na cidade. Essa ambientação não e apenas construída por diálogos, mas pela construção das cenas, os planos longos que exigem e prendem atenção.

O filme sufoca, sufoca porque o cenário e como um personagem próprio, onde os personagens estão num local, sempre escuro, sombrio, acompanhados dos seus aparelhos e nada mais. E somos levados a uma busca sem objetivo claro, digo isso não no sentido pejorativo, mas no sentido de que eles entram de cabeça em uma situação, investigação, sem saber o que encontrar, sem saber o que buscar e onde vão parar. Isso proporciona a manutenção do mistério, a prolongação da dúvida e da incerteza.

O  ato final do filme e grandioso, complexo e sai fora completamente do Terror tido como convencional, um filme de fato, que vai te fazer pensar. Futuramente a vastidão da noite pode sim se tornar um filme cult e é leitura obrigatória para quem gosta de ficção científica.

Em uma escala de Zero a Dez, A Vastidão da Noite recebe nota 8,0.


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