terça-feira, 4 de agosto de 2020

#Crítica: 1922, mais um longa inspirado na obra de Stephen King.




1922 e mais uma adaptação das obras de Stephen King que funciona muito bem e que é uma grata surpresa para quem gosta das obras do escritor. 

A trama do longa e bem simplória, não exige de você nenhum esforço mental significativo, temos a personagem Arlette, interpretada por Molly Parker, filha única de um casal e que herdou após a morte do seu pai uma grande quantidade de terras. As suas terras junto com a dos seu marido Wilfred, interpretado por Thomas Jane, tem um alto valor comercial, sendo assim ela quer vender as terras e seguir um sonho de morar na cidade e abrir uma loja de roupas. Wilfred não quer vender as terras pois gosta da vida na cidade e que será motivo de conflitos pelo casal.

No meio disso, temos Henry, um adolescente de 15 anos interpretado por Dylan Schmid, filho do casal.O filme lançado em 2017 pela Netflix e dirigido por Zak Hilditch, trata da degradação humana perante a consciência da culpa.

De inicio o longa se preocupa em apresentar os seus personagens, esta apresentação ocorre a medida em que Wilfred narra em forma de uma carta os acontecimentos do ano de 1922, ano este em que a sua vida mudou completamente. Ele narra a história da sua família, e da disputa entre Wilfred e sua esposa sobre a venda das terras da família.

Henry e disputado por ambos, sua mão quer leva-lo para a vida movimentada da cidade, seu pai quer que ele permaneça no meio rural, cada um usando de artifícios de persuasão, Arlette usa o seu amor maternal, sua posição enquanto esposa, o seu pai usa a vida rural e os apegos do filho como a jovem Sharon para prender seu filho as terras.

Essa disputa leva a atitudes que vão marcar para sempre a vida dos personagens. A fotografia do filme e longa, rico em detalhes, em significados, a forma como a loucura de Hanry e Wilfred e construída e muito bem montado.

O final do filme e bem previsível, porém devido a boa construção do longa o final e funcional e podemos aceitar o final, final este que pode agradar ou não ao público justamente por não seguir o modelo hollywoodiano.

Assitam o filme, tenho certeza que vão gostar. 

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