quinta-feira, 6 de agosto de 2020

#Crítica: Mãe (I am Mother), ficção científica de tirar o chapéu


Pessoal lá vem eu falar de filme mais uma vez, desta vez a crítica e do filme I am Mother, um longa de ficção científica original da NETFLIX. Por incrível que pareça a Netflix peca muito nas suas produções originais, muitas séries e filmes são muito ruins, porém, aqui o serviço de assinatura acertou e muito bem.

I am Mother e uma ficção cientifica de tirar o chapéu, não perfeito mas muito superior ao que nós vemos por aqui. Grant Sputore e o diretor do longa e o roteiro ficou por conta do genial Michael Lloyd Green. Na trama do longa somos levados a uma especie de base, isolada, sem a presença de humanos logo após a extinção da humanidade. Neste ambiente vemos um androide, uma robô que escolhe a dedo um embrião e começa a criar.

Daqui em diante somos levados a conhecer uma rotina onde a androide cria a criança a medida que a mesma se desenvolve, cresce e passa a atingir alguma maturidade. No decorrer da trama vemos que a mãe a androide criou a garota com um extremo cuidado, ela alimentou, ensinou e educou a menina, porém ela tem ações super-protetoras, impedindo a menina de conhecer o mundo exterior fora da base.
A filha, interpretada pela atriz Clara Rugaard, como qualquer ser humano nutre a curiosidade pelo mundo exterior, curiosidade esta que a leva, após uma sucessão de eventos, a encontrar uma mulher interpretada pela atriz Hilary Swank que coloca em cheque as explicações dadas pela mãe sobre o fim da humanidade.

A joia do filme é a atuação da filha e o estado de tensão e a dúvida que se abate sobre a mesma ao ter que se decidi entre o choque de ideias entre a versão da mulher e a versão da mãe. Ela deveria acreditar na única humana que encontrou, ou na androide que a criou e que cuidou ?.

A robô graças a voz de Rose Byrne consegue passar ternura e cuidado, porém, graças a performance corporal de Luke Hawke conseguimos captar as capacidade da mãe, capacidades estas que mostra como ela poderia destruir um humano com extrema facilidade. 

O final do filme pode desagradar algumas pessoas mas eu gostei, gostei porque de acordo com os acontecimentos, mesmo tendo "perdido"em teoria e falhado em sua missão, a robô na verdade executou a sua missão com exito conseguindo desenvolver na filha todas as qualidades e competências que vemos a mesma desenvolver na menina.

E claro que o final esta aberto a explanações, e quem sabe futuramente eu venha fazer um post somente sobre o final do filme. 

Assista, o filme esta no catalogo e como e produção original sempre permanecerá por lá, então não perca a oportunidade, I am Mother é uma joia da ficção científica e que precisa ser apreciada.



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